Rubrica de avaliação no ChatGPT (prompt pronto)

Um prompt pronto a copiar para criares uma rubrica de avaliação no ChatGPT, no Gemini ou no Claude, com critérios, quatro níveis, ponderações e exemplo.

Pedro Lopes

10/12/20264 min ler

Rubrica de avaliação com o ChatGPT: critérios, níveis e ponderações
Rubrica de avaliação com o ChatGPT: critérios, níveis e ponderações

Avaliar vinte e tal trabalhos sem rubrica é avaliar de memória: o primeiro leva uma nota, o último leva outra, e os critérios vão mudando pelo caminho. Com uma rubrica, sabes o que procurar em cada trabalho e os alunos sabem o que lhes é pedido.

Escrever uma boa rubrica demora. Uma ferramenta de IA faz o rascunho em menos de um minuto, desde que lhe digas o que queres avaliar. Neste artigo ficas com um prompt pronto a copiar, um exemplo preenchido e a lista do que deves rever antes de a usar. Funciona no ChatGPT, no Gemini e no Claude.

O pedido que quase todos fazemos

O primeiro pedido costuma ser assim:

"Faz uma rubrica para avaliar um trabalho."

A IA responde logo, com uma tabela arrumada. O problema é o que ela não sabe:

  • Que trabalho é. Um relatório não se avalia como um cartaz ou um website.

  • O ano e a disciplina. O que se exige no 5.º ano não é o que se exige no 9.º.

  • Quantos critérios queres. Com dez critérios, ninguém consegue usar a rubrica.

  • Quanto pesa cada critério. Sem ponderações, a apresentação acaba a valer tanto como o conteúdo.

Sem esta informação, recebes uma rubrica genérica: critérios como "conteúdo" e "apresentação", e níveis que dizem "insuficiente, suficiente, bom, muito bom" sem explicar o que isso é.

O prompt para uma rubrica analítica

Copia o texto abaixo e troca o que está entre parênteses retos:

Cria uma rubrica analítica para avaliar [TIPO DE TRABALHO, ex.: relatório, cartaz, maquete] de [DISCIPLINA] do [ANO] sobre [TEMA]. Usa [N.º] critérios (por exemplo: rigor científico, organização, criatividade, linguagem, fontes) e 4 níveis de desempenho, com uma descrição observável de cada nível. Atribui uma ponderação a cada critério, num total de 100%. Apresenta numa tabela.

O que este pedido faz de diferente:

  • Diz que trabalho é. Os critérios passam a ser os desse tipo de trabalho, não os de um trabalho qualquer.

  • Fixa o número de critérios. Quatro ou cinco chegam. Mais do que isso, a correção arrasta-se.

  • Pede descrições observáveis. Cada nível diz o que se vê no trabalho, em vez de um adjetivo.

  • Obriga a ponderar. As percentagens mostram, a ti e aos alunos, o que conta mais.

Um exemplo preenchido

Com TIC, 8.º ano, um website em Google Sites sobre um tema de Cidadania e 5 critérios, o pedido fica assim:

Cria uma rubrica analítica para avaliar um website em Google Sites de TIC do 8.º ano sobre um tema de Cidadania. Usa 5 critérios (por exemplo: rigor científico, organização, criatividade, linguagem, fontes) e 4 níveis de desempenho, com uma descrição observável de cada nível. Atribui uma ponderação a cada critério, num total de 100%. Apresenta numa tabela.

E cada critério vem com este aspeto. Aqui está um deles, "Navegação e organização", com 20% de ponderação:

  • Nível 4: O menu mostra todas as páginas, com títulos claros. Chega-se a qualquer página em dois cliques.

  • Nível 3: O menu mostra todas as páginas, mas uma ou duas têm títulos pouco claros.

  • Nível 2: Faltam páginas no menu ou há ligações que não funcionam.

  • Nível 1: Não há menu. As páginas só se abrem pelo endereço.

Este é um exemplo do formato; o texto exato muda de ferramenta para ferramenta e de pedido para pedido.

Como usar a rubrica com os alunos

A rubrica serve mais antes do trabalho do que depois:

  • Entrega-a com o enunciado. Os alunos ficam a saber o que conta, e quanto conta, antes de começarem.

  • Lê um critério em voz alta. Dois minutos na aula evitam a pergunta "o que é para fazer?" durante duas semanas.

  • Pede uma autoavaliação. Antes de entregar, cada aluno ou grupo assinala o nível em que acha que está em cada critério.

  • Usa-a no feedback. Em vez de escreveres um comentário do zero, assinalas o nível e acrescentas uma frase.

Como melhorar a rubrica com um segundo pedido

Raramente o primeiro resultado fica como queres. Em vez de recomeçar, continua a conversa:

  • "Troca o critério 'criatividade' por 'respeito pelos direitos de autor das imagens'."

  • "Muda as ponderações: o conteúdo passa a valer 40%."

  • "Reescreve os descritores em linguagem de aluno do 8.º ano."

  • "Acrescenta uma coluna para eu escrever observações."

O que tens de rever antes de usar

A IA faz o rascunho. Quem decide és tu. Antes de entregares a rubrica aos alunos:

  1. Procura descritores vagos. Se um nível diz só "bom" ou "adequado", pede uma descrição do que se vê no trabalho.

  2. Confirma que os níveis se distinguem. Dois níveis seguidos não podem descrever o mesmo trabalho por outras palavras.

  3. Faz as contas. As ponderações têm de somar 100%.

  4. Confirma os critérios da escola. A rubrica tem de respeitar os critérios de avaliação aprovados para a disciplina.

  5. Experimenta em dois ou três trabalhos. Se não conseguires decidir o nível de um trabalho, o descritor precisa de ser afinado.

Nunca coloques dados dos alunos

Para criar uma rubrica não precisas de dados de ninguém. Se quiseres pedir ajuda para avaliar um trabalho concreto, tira primeiro o nome do aluno, a turma e qualquer fotografia. A nota final é sempre tua.

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Sobre o autor. Pedro Lopes é professor de TIC e criou o TICFacil para ajudar outros professores a usar a IA na preparação das aulas. Saber mais sobre o TICFacil.